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BYD avalia entrada na Fórmula 1 e outras categorias para fortalecer tecnologia híbrida

Fabricante chinesa estuda investimento bilionário para ampliar presença global e desenvolver novas motorizações

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BYD avalia entrada na Fórmula 1 e outras categorias para fortalecer tecnologia híbrida

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

Business

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A BYD está analisando a possibilidade de entrar nas principais competições internacionais de automobilismo, incluindo a Fórmula 1. A informação foi divulgada pela agência Bloomberg, que aponta que a iniciativa faz parte da estratégia da empresa para ampliar sua presença global e acelerar o desenvolvimento de tecnologias híbridas e elétricas.
 
De acordo com fontes ligadas à montadora, o projeto ainda está em fase de estudo interno, sem qualquer comunicação formal à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ou à Liberty Media, responsável pelos direitos comerciais da Fórmula 1.
 
Nova era híbrida da Fórmula 1
 
O interesse da fabricante chinesa ocorre em um momento de mudanças importantes na categoria.
 
Superesportivo elétrico BYD Yangwang U9 Xtreme é o atual carro de produção mais rápido do mundo em velocidade máxima — Foto: Divulgação
 
A Fórmula 1 passou a adotar um novo regulamento técnico a partir de 2026, que amplia a participação do sistema elétrico na potência total das unidades de potência híbridas.
 
Esse cenário abre espaço para empresas que dominam tecnologias de eletrificação automotiva, como a própria BYD.
 
Outras competições também estão no radar
 
Além da Fórmula 1, a montadora também estaria avaliando a participação em outras categorias internacionais.
 
Entre elas:
 
• Mundial de Endurance (WEC)
• competições com veículos híbridos de alto desempenho
• eventos ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias automotivas
 
O WEC inclui provas tradicionais do automobilismo, como as 24 Horas de Le Mans.
 
Investimento pode ultrapassar bilhões
 
O principal obstáculo para o projeto é o alto custo de entrada na Fórmula 1.
 
Segundo estimativas citadas pela Bloomberg, a BYD teria que investir pelo menos US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) apenas para iniciar o projeto.
 
Além disso, o desenvolvimento completo de uma equipe ou estrutura técnica poderia levar vários anos.
 
Ainda não está definido se a marca entraria:
 
• com equipe própria e produção de motores
• ou apenas como fornecedora de unidades de potência
 
Estratégia para fortalecer a marca
 
A possível participação no automobilismo também teria como objetivo fortalecer a imagem da BYD no segmento premium e de alto desempenho.
 
Recentemente, a empresa chamou atenção ao atingir 496 km/h com o superesportivo elétrico Yangwang U9 Extreme, estabelecendo um recorde de velocidade para um veículo de produção.
 
Expansão global da montadora
 
Outro fator estratégico seria aproximar a empresa do mercado dos Estados Unidos, onde a BYD ainda não atua diretamente.
 
Atualmente, a montadora chinesa vive um momento de forte crescimento no mercado global.
 
Entre os números recentes da empresa:
 
• superou a Tesla em vendas globais de carros elétricos em 2025
• tornou-se a sexta maior montadora do mundo
• vendeu 4,6 milhões de veículos no último ano
 
A fabricante produz atualmente veículos híbridos plug-in e elétricos, apostando na eletrificação como base para sua expansão internacional.

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