Sistemas de navegação usam dados de milhões de celulares, veículos e sensores para identificar congestionamentos, acidentes e até obras nas vias.
Quem usa aplicativos de navegação como GPS no dia a dia costuma se surpreender com a precisão das informações: trânsito pesado, lentidão inesperada, acidentes recém-ocorridos e até sugestões de desvios em tempo real. Mas como o GPS consegue saber exatamente onde há congestionamento e qual é o melhor caminho naquele momento?
A resposta está na combinação de dados em tempo real, estatísticas históricas e inteligência artificial.
Dados vêm dos próprios usuários
A principal fonte de informação dos aplicativos de GPS são os próprios usuários conectados. Sempre que um motorista utiliza o aplicativo com a localização ativada, o sistema passa a registrar dados anônimos como velocidade média, tempo de deslocamento e posição.
Quando vários veículos em uma mesma via começam a trafegar abaixo da velocidade normal, o sistema identifica automaticamente uma lentidão ou congestionamento. Quanto maior o número de usuários no trecho, mais precisa é a informação.
Comparação com padrões históricos
Além dos dados ao vivo, o GPS compara a situação atual com padrões históricos de tráfego. O sistema já “sabe”, por exemplo, que determinado trecho costuma travar em horário de pico ou ficar livre durante a madrugada.
Se uma via que normalmente flui bem passa a apresentar velocidade muito baixa fora do padrão, o algoritmo entende que algo fora do comum está acontecendo — como um acidente, obra ou bloqueio temporário.
Informações oficiais e sensores urbanos
Em grandes cidades, os aplicativos também recebem dados de órgãos de trânsito, concessionárias de rodovias e sensores instalados nas vias, como câmeras e radares inteligentes. Essas informações ajudam a confirmar ocorrências como interdições, desvios e acidentes.
Relatos manuais dos motoristas
Outro fator importante são os alertas feitos pelos próprios usuários, que informam acidentes, veículos parados, obras, alagamentos ou fiscalização. Quando vários relatos coincidem no mesmo ponto, o sistema valida a ocorrência e repassa a informação a outros motoristas.
Cálculo da melhor rota em tempo real
Com todos esses dados reunidos, o GPS recalcula rotas constantemente. Ele avalia tempo estimado, distância, fluidez das vias e probabilidade de congestionamento, sugerindo caminhos alternativos quando identifica que a rota original ficou mais lenta.
Em alguns casos, o aplicativo prefere um trajeto mais longo em quilômetros, mas que garante menor tempo de viagem, justamente por evitar trechos congestionados.
Inteligência artificial por trás das decisões
Toda essa análise é feita por algoritmos de inteligência artificial, capazes de aprender com o comportamento do trânsito ao longo do tempo. Quanto mais pessoas usam o GPS, mais inteligente e preciso o sistema se torna.
É por isso que, em horários críticos ou situações inesperadas, o aplicativo consegue reagir rapidamente e orientar os motoristas quase em tempo real.
Tecnologia que muda a forma de dirigir
Hoje, o GPS deixou de ser apenas um mapa digital e se tornou uma ferramenta estratégica de mobilidade, influenciando decisões de motoristas, empresas de transporte, serviços de entrega e até órgãos públicos.