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Dados oficiais confirmam Rondônia com a segunda passagem aérea mais cara do país

Valor médio das tarifas no estado chega a R$ 1.280; baixa oferta de voos e pouca concorrência pressionam preços

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Dados oficiais confirmam Rondônia com a segunda passagem aérea mais cara do país

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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Rondônia aparece como o segundo estado com a passagem aérea mais cara do Brasil em 2025, com tarifa média de R$ 1.280, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O custo elevado é associado principalmente à baixa oferta de voos e à limitada concorrência entre companhias aéreas que operam no estado.
 
O cenário é semelhante ao de Roraima, que lidera o ranking nacional, com tarifa média de R$ 1.410 — praticamente o dobro da média brasileira. No estado da Região Norte, a ampliação da malha aérea já começou a ser anunciada como estratégia para reduzir preços e melhorar a conectividade.
 
A Gol Linhas Aéreas informou que ampliará sua operação em Roraima, com novas rotas e aumento de frequências. Boa Vista passará a contar com decolagens semanais sem escalas para Manaus, além da ampliação das frequências para Brasília. A companhia também anunciou expansão significativa na oferta de voos e assentos.
 
Enquanto isso, em Rondônia, passageiros continuam enfrentando tarifas elevadas, especialmente em rotas com saída de Porto Velho. Agências de viagens e usuários frequentes apontam que a limitação de horários e a dependência de conexões contribuem para encarecer ainda mais as viagens. Empresas aéreas já anunciaram novos voos para o estado, mas sem reflexos perceptíveis na redução de preços.
 
A comparação com Roraima reacende o debate sobre a necessidade de ampliar a concorrência aérea em Rondônia, seja por meio de incentivos estaduais, redução de custos operacionais ou atração de novas companhias. A lógica de mercado é direta: maior oferta e competição tendem a pressionar os valores para baixo.
 
Sem mudanças estruturais, Rondônia deve permanecer entre os estados com as tarifas mais elevadas do país, impactando tanto o turismo quanto o ambiente de negócios. Até o momento, as queixas permanecem pontuais, sem medidas efetivas capazes de alterar o cenário.

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