Participação feminina na principal categoria do esporte a motor ainda é rara, apesar de uma longa história de mulheres nas corridasv
A temporada 2026 da Fórmula 1 começa neste 8 de março, data em que também é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Apesar da importância simbólica, a principal categoria do automobilismo mundial não tem uma mulher no grid de largada há mais de 30 anos.
A última pilota a participar da competição foi a italiana Giovanna Amati, que correu em 1992. Desde então, nenhuma mulher voltou a disputar oficialmente uma corrida da Fórmula 1.
Em mais de 75 anos de história da categoria, apenas cinco mulheres conseguiram competir em etapas do campeonato.
As mulheres que chegaram à Fórmula 1
A primeira mulher a correr na Fórmula 1 foi a italiana Maria Teresa de Filippis, que participou de algumas provas entre 1958 e 1959.
Lella Lombardi foi a única mulher a pontuar na Fórmula 1 — Foto: Reprodução
Na época, ela enfrentou forte preconceito. Em uma das corridas, chegou a ser barrada pelo diretor da prova com a justificativa de que “o único capacete que uma mulher deveria usar é o do cabeleireiro”.
Outra pilota que marcou a história foi Lella Lombardi, também italiana. Ela se tornou a única mulher a pontuar na Fórmula 1, conquistando meio ponto no GP da Espanha de 1975.
Pioneiras no automobilismo
Muito antes da Fórmula 1 existir, mulheres já participavam de corridas de automóveis.
Giovanna Amati foi a última mulher a competir na Fórmula 1, em 1992 — Foto: Reprodução
Entre as pioneiras do automobilismo mundial estão as francesas Camille du Gast, a duquesa Anne de Mortemart e a baronesa Hélène van Zuylen, que competiram ainda nos primeiros anos do esporte.
A primeira corrida organizada da história do automobilismo aconteceu em 1884, no raid Paris–Rouen, e desde então as mulheres tentam conquistar espaço em um ambiente historicamente dominado por homens.
Brasileiras que fizeram história
Venina Piquet foi primeira pilota brasileira — Foto: Reprodução
No Brasil, algumas pilotos também se destacaram ao longo das décadas.
Uma das pioneiras foi a carioca Venina Piquet, que começou a competir em 1934 e conquistou vitórias em provas de arrancada no Rio de Janeiro.
Outra figura importante foi Dulce Borges Barreiros, que venceu competições na década de 1920 em São Paulo, tornando-se uma das primeiras mulheres a triunfar em provas automobilísticas no país.
Destaque brasileiro recente
Entre as pilotos brasileiras modernas, um dos principais nomes é Bia Figueiredo.
Bia Figueiredo é a mais bem-sucedida pilota brasileira — Foto: Reprodução
Ela foi a primeira mulher a vencer uma corrida na Fórmula Renault e na Indy Lights, além de ter competido na Fórmula Indy e nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis.
Em 2014, também se tornou a primeira mulher a competir na Stock Car brasileira.
Desafio para o futuro
Apesar dos avanços no esporte e da criação de categorias voltadas ao desenvolvimento de mulheres no automobilismo, a presença feminina na Fórmula 1 ainda é rara.
Mais de três décadas sem uma pilota no grid mostram que o caminho para a igualdade no esporte a motor ainda é longo, mesmo com o crescimento da participação feminina em outras categorias do automobilismo mundial.