Golpe do IPVA é registrado em cinco estados em 2026; veja como evitar

Levantamento aponta ao menos 13 sites fraudulentos que simulam páginas oficiais para enganar motoristas durante o pagamento do imposto.

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Golpe do IPVA é registrado em cinco estados em 2026; veja como evitar

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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Com o início do calendário de pagamento do IPVA 2026 em todo o país, motoristas precisam redobrar a atenção para não cair em golpes aplicados pela internet. Um levantamento da empresa de segurança digital Kaspersky identificou ao menos 13 sites fraudulentos criados para enganar contribuintes em cinco estados brasileiros.
 
As páginas falsas foram localizadas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Entre as fraudes mais comuns estão portais que oferecem descontos excessivos para pagamento do IPVA e links enviados por WhatsApp, redes sociais e e-mails, direcionando a vítima para sites que imitam quase perfeitamente os canais oficiais.
 
Segundo o levantamento, os golpistas reproduzem a identidade visual de órgãos como a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e o Detran, passando uma falsa sensação de legitimidade. No entanto, ao final da operação, o pagamento é direcionado para contas vinculadas a bancos digitais em nome de terceiros.
 
A partir de 2026, com algumas exceções previstas em lei, todos os proprietários de veículos com menos de 20 anos de uso precisam pagar o IPVA. Em muitos estados, o imposto pode ser parcelado ou quitado em cota única com descontos que variam entre 3% e 25%, o que acaba sendo explorado pelos criminosos como isca para atrair vítimas.
 
Veja como evitar cair no golpe
 
1) Acesse apenas sites oficiais
Informações sobre IPVA devem ser consultadas exclusivamente nos portais oficiais do Detran e da Secretaria da Fazenda do seu estado. Evite páginas com endereços suspeitos ou variações incomuns de palavras como “ipva”, “detran” ou “fazenda”.
 
A lista de bancos credenciados também está disponível nos sites das secretarias estaduais. O pagamento pode ser feito por aplicativos bancários, casas lotéricas e empresas conveniadas.
 
2) Desconfie de descontos exagerados
Golpistas costumam enviar mensagens prometendo abatimentos muito acima dos praticados oficialmente, especialmente para pagamentos via Pix. Mesmo que o e-mail ou site pareça confiável e bem escrito, a recomendação é desconfiar.
 
Em alguns casos, os criminosos utilizam técnicas para consultar o valor real do imposto no sistema oficial, mas redirecionam o pagamento para contas controladas por eles.
 
3) Use apenas canais oficiais para pagamento
As regras de parcelamento e descontos variam conforme o estado e são definidas pelos órgãos fazendários e instituições financeiras conveniadas. Informações fora dos canais oficiais devem ser ignoradas.
 
Em estados que permitem pagamento via Pix, o QR Code deve ser gerado exclusivamente no site da Secretaria da Fazenda. O contribuinte deve conferir se o destinatário do pagamento corresponde ao órgão oficial e se os dados exibidos no aplicativo bancário estão corretos antes de confirmar a transação.

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