Um motorista de aplicativo, de 27 anos, foi liberado pela Polícia Civil após a análise de imagens e áudios gravados pelo sistema interno de segurança do veículo indicar que a relação sexual com uma passageira ocorreu de forma consensual. O caso foi registrado na manhã deste domingo (19), em Porto Velho.
 
Segundo o boletim de ocorrência, uma jovem de 22 anos acionou a Polícia Militar alegando ter sido levada contra a própria vontade a um motel, onde teria sido forçada a manter relações sexuais após o cancelamento de uma corrida por aplicativo.
 
Com base nas informações repassadas pela denunciante, equipes do 9º Batalhão da Polícia Militar localizaram o motorista no bairro Nova Porto Velho e o conduziram ao Departamento de Flagrantes.
 
Durante o depoimento, o motorista confirmou que esteve com a passageira no motel, mas afirmou que a relação ocorreu de forma voluntária. Em seguida, ele apresentou às autoridades arquivos de áudio e vídeo registrados pelo sistema de monitoramento instalado em seu veículo.
 
De acordo com a Polícia Civil, a análise preliminar desse material levou a autoridade policial a concluir que não havia elementos para caracterizar o crime de estupro naquele momento. Conforme o despacho do delegado responsável pelo caso, as imagens e os áudios apontam que a própria passageira teria proposto manter relações sexuais como forma de pagamento pela corrida, sem indícios de coação ou violência.
 
Diante da ausência de elementos para a ratificação do flagrante, o motorista foi colocado em liberdade e teve seus pertences, incluindo o veículo, devolvidos.
 
Apesar da decisão, o caso não foi encerrado. A Polícia Civil determinou a juntada oficial dos arquivos de áudio e vídeo aos autos, além da requisição de imagens das câmeras de segurança do motel para complementar a investigação.
 
Os autos também foram encaminhados para a continuidade das apurações, incluindo a análise da conduta da passageira quanto à possibilidade de eventual prática do crime de denunciação caluniosa, caso fique comprovado que a comunicação do crime foi falsa.