A presença de carros importados no Brasil voltou ao centro das discussões em 2025, impulsionada principalmente pelo avanço das montadoras chinesas. Apesar disso, o cenário atual ainda está longe do maior nível já registrado no país.
Segundo dados do setor, as vendas de veículos importados somaram 497,8 mil unidades em 2025, representando 18,57% dos emplacamentos — o maior volume desde 2015.
RECORDE HISTÓRICO
O pico de importações ocorreu em 2011, quando 858 mil veículos vieram do exterior, equivalentes a 23,6% do mercado total.
Naquele período, o Brasil vivia um momento de forte crescimento, com mais de 3,6 milhões de veículos vendidos no ano.
QUEDA APÓS INTERVENÇÃO
A partir de 2013, o volume começou a cair após medidas do governo para proteger a indústria nacional.
O chamado “super IPI” elevou impostos sobre carros importados fora do Mercosul e México, reduzindo a competitividade desses modelos.
A medida foi posteriormente contestada internacionalmente e extinta em 2017.
CRESCIMENTO DAS CHINESAS
Atualmente, o avanço dos importados é puxado principalmente pelas marcas chinesas.
• 37,6% dos importados já são de origem chinesa
• número de marcas saltou de 2 (até 2024) para 14 em 2026
• participação total no mercado chegou a 7%
Entre os destaques estão BYD, Caoa Chery, GWM e Omoda Jaecoo, que já aparecem entre as mais vendidas.
TECNOLOGIA E ELETRIFICAÇÃO
O sucesso dessas marcas está ligado à oferta de veículos eletrificados e alto nível tecnológico com custo competitivo.
A participação de carros eletrificados subiu de:
• 8,9% em 2024
• para 14,9% em 2025
Enquanto isso, montadoras tradicionais aceleram seus projetos para não perder espaço.
CENÁRIO DO MERCADO
Mesmo com a entrada de novas marcas, o mercado brasileiro cresce pouco.
A projeção para 2026 é de 2,69 milhões de veículos vendidos, alta de apenas 2,76%.
O crédito ainda é um dos principais entraves:
• inadimplência chegou a 5,04%
• bancos seguem mais restritivos
• 51,4% das vendas são para frotistas e locadoras