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Nova tecnologia da Fórmula 1 pode ajudar a melhorar baterias e motores de carros de rua

Sistema híbrido de 2026 terá super-regeneração de energia e motor elétrico muito mais potente

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Nova tecnologia da Fórmula 1 pode ajudar a melhorar baterias e motores de carros de rua

Foto de Divulgação / Crédito: Luis Andreoli

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A temporada 2026 da Fórmula 1 marcará uma grande revolução tecnológica nos carros da categoria, com mudanças profundas na aerodinâmica e principalmente nas unidades de potência híbridas. Além de impactar as corridas, as novidades também podem ajudar a desenvolver tecnologias que futuramente chegarão aos carros de rua.
 
Uma das principais mudanças está no sistema elétrico dos motores, que terá uma capacidade muito maior de regeneração de energia, aproveitando principalmente a energia gerada nas frenagens.
 
Motor elétrico muito mais potente
 
A nova unidade de potência continuará usando o motor 1.6 V6 turbo, mas com menor participação na potência total. Ele passará de cerca de 850 cv para aproximadamente 550 cv.
 
 
Já o sistema elétrico, chamado MGU-K, ganhará muito mais importância. A potência máxima do motor elétrico saltará de 120 kW (163 cv) para até 350 kW (476 cv).
 
Com isso, a participação elétrica no desempenho dos carros poderá chegar a 50% da potência total, com os monopostos atingindo aproximadamente 1.000 cavalos combinados.
 
Outra mudança importante é a retirada do MGU-H, sistema que recuperava energia a partir do calor dos gases do motor.
 
Baterias pequenas, mas muito mais eficientes
 
Mesmo com um motor elétrico muito mais potente, os carros da Fórmula 1 usarão baterias relativamente pequenas, com cerca de 5,5 kWh de capacidade total.
 
Durante a maior parte da corrida, apenas 1,1 kWh ficará disponível para uso imediato, o que obriga pilotos e equipes a administrar cuidadosamente a energia.
 
Esse sistema também permite liberar mais potência em momentos estratégicos, como em um modo de ultrapassagem, que pode disponibilizar até 3,3 kWh de energia.
 
Regeneração de energia será essencial
 
Para compensar a capacidade limitada da bateria, os novos carros terão um sistema muito mais eficiente de recuperação de energia nas frenagens.
 
Essa tecnologia permitirá que parte da energia perdida ao frear seja convertida novamente em eletricidade e armazenada na bateria, sendo reutilizada para acelerar o carro.
 
Quem conseguir administrar melhor a regeneração e o consumo de energia elétrica poderá ter vantagem nas corridas.
 
Impacto nos carros de rua
 
Apesar de ser desenvolvida para competição, a tecnologia usada na Fórmula 1 costuma servir como laboratório para o setor automotivo.
 
O novo sistema híbrido trabalha justamente em desafios que os carros eletrificados enfrentam hoje, como:
  • baterias menores e mais leves
  • maior densidade energética
  • carregamento rápido
  • capacidade de recuperação de energia mais eficiente
 
Essas soluções podem ajudar fabricantes a desenvolver carros híbridos e elétricos mais eficientes no futuro, com maior autonomia e melhor desempenho.
 
Por isso, mesmo com foco nas corridas, a nova geração de motores da Fórmula 1 pode trazer avanços importantes para os veículos de rua nos próximos anos.

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