O Omoda 5 é mais um SUV chinês que já mostrou a que veio. Nos emplacamentos mensais, o modelo superou concorrentes de faixa de preço semelhante, como Honda HR-V, Jeep Renegade e Volkswagen Nivus. No Brasil, o SUV é oferecido nas versões Luxury, por R$ 164.990, e Prestige, por R$ 184.990, ambas equipadas com sistema híbrido pleno (HEV), sem necessidade de recarga externa.
Mas o que justifica a atenção em torno do Omoda 5, um SUV médio com preço próximo ao de modelos compactos? Em teste realizado no dia a dia e no Rota 127 Campo de Provas, foram avaliados o desempenho, o consumo, a frenagem e outros aspectos do modelo. Confira cinco razões para considerar a compra e cinco pontos que merecem atenção na versão Prestige HEV.
Omoda 5 Prestige HEV: 5 razões para comprar
1. Bom desempenho
O Omoda 5 utiliza motor 1.5 turbo a gasolina, com injeção direta e 135 cv, que trabalha em ciclo Miller em conjunto com um propulsor elétrico dianteiro de 204 cv. Combinados, os motores entregam 224 cv de potência e 30,1 kgfm de torque. O câmbio é do tipo DHT (Dedicated Hybrid Transmission), desenvolvido para sistemas híbridos.
Em teste realizado no Rota 127 Campo de Provas, o SUV acelerou de 0 a 100 km/h em 8 segundos, enquanto o Toyota Corolla Cross Hybrid registrou 12,7 segundos na comparação apresentada. O conjunto demonstra boa disposição tanto nas acelerações quanto nas retomadas, favorecendo a condução urbana e as ultrapassagens.
Mesmo com mais de 1,5 tonelada, o Omoda 5 oferece condução suave e respostas rápidas. Na retomada de 80 a 120 km/h, o modelo precisou de 6 segundos, contra 8,7 segundos do Corolla Cross Hybrid.
2. Consumo excelente para um híbrido
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Outro destaque do Omoda 5 HEV é o consumo de combustível. Em teste realizado com gasolina, ar-condicionado ligado e modo Eco selecionado, o SUV registrou 22,7 km/l na cidade e 19,6 km/l na estrada.
Os números são expressivos para um modelo desse porte e superam, nos testes citados, os resultados do GAC GS4 e do Toyota Corolla Cross Hybrid. Na estrada, o motor a combustão trabalha por mais tempo e em rotações mais elevadas, enquanto a recuperação de energia nas frenagens tende a ser menor do que no trânsito urbano.
Com tanque de 51 litros, a autonomia teórica calculada a partir do consumo rodoviário de 19,6 km/l chega a aproximadamente 1.000 km. O resultado real, porém, depende das condições de condução, da carga transportada e do percurso.
3. Pacote de equipamentos recheado
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A lista de equipamentos é outro ponto forte do Omoda 5 HEV. Desde a versão de entrada, o SUV oferece sete airbags, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente de frenagem de emergência, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e câmera com visão de 360 graus.
O modelo também conta com teto solar com persiana manual e iluminação ambiente com diferentes opções de cores.
Na versão Prestige, avaliada no teste, há bancos dianteiros com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento, sistema de som Sony com oito alto-falantes, sensor de chuva e recursos de assistência ao motorista. Entre eles estão monitoramento de ponto cego, frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa.
Por R$ 184.990, o conjunto de equipamentos é um dos principais argumentos do SUV diante dos concorrentes.
4. Qualidade do acabamento
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O Omoda 5 HEV também apresenta uma cabine bem montada, com variedade de materiais e acabamento que transmite uma percepção de qualidade compatível com a proposta do modelo.
O painel recebe revestimento emborrachado, enquanto detalhes que imitam madeira acrescentam um toque de sofisticação ao interior. Na versão Prestige, os bancos são revestidos em couro sintético; na configuração de entrada, a forração é de tecido.
O cuidado com o acabamento aparece também em áreas menos visíveis, como o porta-malas, que combina carpete e plástico na forração, e o compartimento do motor, sem partes aparentes sem pintura, conforme a avaliação apresentada.
5. Suspensão bem acertada
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A suspensão é outro aspecto positivo. O Omoda 5 utiliza conjunto traseiro multilink, uma configuração que pode oferecer vantagens de conforto e comportamento dinâmico em relação ao eixo de torção encontrado em alguns concorrentes.
O acerto permite filtrar irregularidades do solo sem transmitir uma sensação excessivamente macia. A carroceria também apresenta controle adequado da rolagem em curvas, contribuindo para uma condução mais estável.
O resultado indica que houve atenção à adaptação da suspensão para as condições de uso e às preferências dos consumidores brasileiros.
Omoda 5 Prestige HEV: 5 motivos para pensar bem
1. Dirigibilidade
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Apesar do bom desempenho e da suspensão bem acertada, a dirigibilidade apresenta aspectos que poderiam melhorar, principalmente na resposta dos freios e da direção.
Nos testes de frenagem, o Omoda 5 precisou de 39,2 metros para parar completamente a partir de 100 km/h. A distância foi menor que os 42,9 metros registrados pelo GAC GS4 e os 40,5 metros do Toyota Corolla Cross na comparação apresentada.
Entretanto, a avaliação da frenagem emergencial não elimina as críticas ao comportamento do pedal no uso cotidiano. Segundo o teste, o freio é muito sensível, tem sensação borrachuda e apresenta curso acentuado nos primeiros estágios, exigindo adaptação do motorista.
A direção elétrica também recebeu críticas por transmitir poucas informações sobre o contato dos pneus com o solo. Um comportamento mais progressivo e direto, especialmente em velocidades elevadas, poderia melhorar a sensação de precisão e segurança ao volante.
2. Espaço interno modesto
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O Omoda 5 mede 4,44 metros de comprimento, 1,82 metro de largura e 1,59 metro de altura, com distância entre eixos de 2,61 metros.
Apesar das dimensões externas, o espaço interno não é um dos destaques do SUV. Ocupantes com mais de 1,80 metro podem encontrar limitações para acomodar os joelhos e a cabeça, principalmente no banco traseiro.
O assoalho também apresenta uma elevação próxima ao console central, que dificulta a acomodação dos pés do ocupante do meio. Além disso, o desenho da carroceria, com queda do teto a partir da coluna B, reduz o espaço disponível para a cabeça dos passageiros mais altos.
Como comparação, o Toyota Corolla Cross tem 2,64 metros de distância entre eixos, três centímetros a mais que o Omoda 5.
3. Porta-malas pequeno
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O porta-malas do Omoda 5 HEV tem capacidade de 372 litros no padrão VDA. O volume é inferior aos 440 litros informados para o Toyota Corolla Cross e fica próximo dos 373 litros do Volkswagen T-Cross.
Para quem costuma viajar com a família ou transportar muita bagagem, a capacidade pode ser um fator limitante.
Outro detalhe é a ausência de estepe temporário. O SUV oferece um kit de reparo emergencial com selante para lidar com determinados tipos de perfuração dos pneus. Embora a solução ajude a reduzir o espaço ocupado por uma roda sobressalente, ela pode não resolver todos os tipos de danos.
4. Raspa com facilidade
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O vão livre do solo é de apenas 14,5 centímetros, abaixo dos 16,5 centímetros do Toyota Corolla Cross e dos 20,5 centímetros do Jeep Compass, segundo os números apresentados no teste.
A altura reduzida, combinada ao balanço dianteiro de 89,2 centímetros e ao formato do para-choque, exige atenção ao passar por lombadas, valetas e rampas de garagem.
Em obstáculos mais acentuados, o SUV pode tocar o solo se o motorista não reduzir suficientemente a velocidade ou escolher uma trajetória adequada. Apesar da aparência de utilitário esportivo, a altura livre é mais próxima à encontrada em alguns carros de passeio.
5. Central multimídia deixa a desejar
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O Omoda 5 HEV tem uma central multimídia de 12,3 polegadas integrada visualmente ao painel de instrumentos, também de 12,3 polegadas.
Apesar das dimensões, a tela foi criticada no teste pela luminosidade, pelos gráficos e pela resolução. Mesmo com o ajuste de brilho no máximo, a visualização foi considerada inferior à de outros modelos do grupo Chery, além de apresentar reflexos que podem prejudicar a leitura.
O sistema também recebeu críticas pela interface, considerada pouco moderna diante das soluções adotadas por outras marcas chinesas. Outro ponto é a localização dos controles de volume, posicionados à esquerda do painel de instrumentos, em vez de ficarem próximos à central.
Vale a pena comprar o Omoda 5 Prestige HEV?
O Omoda 5 Prestige HEV reúne desempenho forte, consumo baixo nos testes apresentados, ampla lista de equipamentos e acabamento de boa qualidade. A suspensão também contribui para uma experiência de condução confortável e controlada.
Por outro lado, o espaço interno, o porta-malas reduzido, a baixa altura em relação ao solo e as limitações da central multimídia podem pesar na decisão de compra. A sensação do pedal de freio e o comportamento da direção também merecem atenção durante um test-drive.
A escolha depende das prioridades do motorista. Quem valoriza eficiência, desempenho e equipamentos pode encontrar argumentos favoráveis no SUV. Já quem precisa de mais espaço para passageiros e bagagens ou enfrenta frequentemente lombadas e rampas íngremes deve avaliar esses pontos antes de fechar negócio.