O Jeep Avenger mal chegou ao mercado brasileiro e já pode ter sua linha ampliada. A Stellantis confirmou que avalia novas versões para o SUV, incluindo uma configuração totalmente elétrica e até uma possível variante com tração 4x4.
 
Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, a versão elétrica está entre as possibilidades discutidas pela empresa e pode chegar ao país antes do que muitos imaginam.
 
Avenger elétrico
 
O Avenger elétrico já é comercializado em outros mercados e utiliza um conjunto formado por motor elétrico de 156 cv e 26,5 kgfm de torque, combinado a uma bateria de 54 kWh.
 
 
Na Europa, o modelo registra autonomia de até 400 km pelo ciclo WLTP.
 
Caso seja confirmado no Brasil, o SUV entraria em uma disputa cada vez mais concorrida entre modelos elétricos compactos, incluindo BYD Dolphin, Geely EX2 e GWM Ora 5.
 
Mais versões com motor híbrido leve
 
Além da opção elétrica, a Jeep também pode ampliar a oferta utilizando o conjunto mecânico já disponível no Brasil.
 
Atualmente, o Avenger utiliza um motor 1.0 turbo de três cilindros, associado a um sistema híbrido leve de 12 volts. O conjunto entrega 116 cv e 20,4 kgfm de torque, com transmissão automática CVT que simula sete marchas.
 
A própria estrutura de preços deixa espaço para novas configurações. Hoje, o Avenger parte de R$ 114.990 na versão Altitude, enquanto a Longitude custa R$ 135.990 e a Limited chega a R$ 145.990.
 
Com isso, a Jeep poderia trabalhar tanto em uma versão mais simples e acessível quanto em uma configuração posicionada acima da Limited.
 
Tração 4x4 também está nos planos
 
Outra possibilidade discutida pela Stellantis é a criação de um Avenger 4x4 produzido no Brasil.
 
Atualmente, o modelo é o único Jeep vendido no país exclusivamente com tração dianteira. No exterior, existe uma configuração híbrida 4xe que utiliza um motor elétrico adicional para movimentar as rodas traseiras.
 
De acordo com Marcio Tonani, vice-presidente de engenharia da Stellantis, a plataforma possui capacidade de modularidade para receber uma configuração 4x4 e, caso exista demanda do mercado, a solução poderia ser desenvolvida rapidamente.
 
Ainda não está definido, porém, qual sistema seria utilizado no Brasil. Uma solução convencional exigiria componentes como cardã e diferencial traseiro, enquanto uma configuração eletrificada poderia utilizar um motor elétrico no eixo posterior.
 
Por enquanto, não há confirmação oficial de data ou preço para nenhuma das novas versões. A expansão do catálogo dependerá das decisões da Stellantis e da resposta do mercado brasileiro ao novo SUV.