A nova geração da Toyota Hilux deverá chegar ao Brasil antes do previsto. O cronograma de lançamento da picape na Argentina indica estreia entre novembro e dezembro de 2026, o que aumenta a expectativa de que o modelo desembarque no mercado brasileiro ainda neste ano, poucas semanas após a apresentação no país vizinho.
A antecipação acontece em um momento de forte disputa no segmento de picapes médias. Em julho, a Hilux perdeu pela primeira vez em cinco anos a liderança da categoria no Brasil para a Ford Ranger, reforçando a necessidade de atualização do modelo.
Nova Hilux terá três opções de motorização
A principal novidade da nova Hilux será a ampliação da oferta de motores. Além da conhecida configuração a diesel, a picape terá versões híbrida leve e totalmente elétrica, permitindo à Toyota atender diferentes perfis de consumidores.
A versão convencional será a primeira a chegar. Ela manterá o motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros, com 204 cv, associado a câmbio manual ou automático de seis marchas. A tração 4x4 continuará disponível, assim como diferentes configurações de carroceria.
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Posteriormente, a Toyota deverá lançar a Hilux híbrida leve, equipada com sistema MHEV de 48 volts. O conjunto utiliza o mesmo motor 2.8 turbodiesel, auxiliado por um motor elétrico de 16 cv alimentado por uma bateria de íons de lítio de 0,2 kWh.
A configuração híbrida será oferecida na versão SRX, sempre com cabine dupla e bitolas alargadas.
Hilux elétrica também está confirmada
Outra novidade será a Hilux BEV, versão totalmente elétrica que deverá chegar em uma segunda etapa. Inicialmente, a configuração será direcionada a empresas.
O modelo utiliza uma bateria de íons de lítio de 59,2 kWh e conta com tração integral permanente. O conjunto desenvolve 196 cv de potência combinada, com 20,9 kgfm de torque no eixo dianteiro e 27,3 kgfm no traseiro.
Segundo os dados divulgados pela Toyota, a autonomia chega a 257 km no ciclo combinado WLTP e a 380 km em utilização urbana. A capacidade de carga é de 715 kg, enquanto a capacidade de reboque chega a 1,6 tonelada.
Mesmo sendo elétrica, a Hilux mantém a construção com carroceria sobre chassi, característica importante para o uso fora de estrada.
Visual completamente renovado
A atualização também traz mudanças profundas no design. Na dianteira, os faróis ficaram menores e foram posicionados mais próximos ao capô, enquanto a grade ganhou formas mais retas e desenho interno inspirado em uma colmeia.
Na versão elétrica, a grade será fechada, seguindo a necessidade de refrigeração diferente de um veículo com motor a combustão.
Na traseira, a tampa da caçamba foi redesenhada e as lanternas ganharam novo formato. Nas configurações mais caras, a iluminação será totalmente em LED.
Interior terá mais tecnologia e acabamento
Por dentro, a Hilux também passará por uma transformação. O painel terá desenho inspirado no Toyota Land Cruiser Prado, com quadro de instrumentos digital, novo console central e uma central multimídia mais moderna.
A Toyota também promete materiais de melhor qualidade no acabamento, aproximando a picape de uma proposta mais sofisticada sem abandonar suas características de utilitário.
Capacidade fora de estrada será mantida
Apesar das mudanças mecânicas e tecnológicas, a nova Hilux continuará apostando na capacidade para enfrentar terrenos difíceis.
Na versão elétrica, por exemplo, a Toyota afirma que a estrutura e o sistema de baterias foram desenvolvidos para preservar as características off-road da picape. A altura livre do solo chega a 21,2 cm, enquanto a capacidade máxima de imersão é de 70 cm.
Com a nova geração, a Hilux terá uma gama mais ampla de propulsões e deverá entrar em uma disputa ainda mais acirrada contra modelos como Ford Ranger, Chevrolet S10, Volkswagen Amarok, Mitsubishi L200 Triton e as novas picapes eletrificadas que vêm ganhando espaço no mercado brasileiro.