A chegada do Hyundai i20 ao Brasil está cada vez mais próxima e tem levantado dúvidas sobre o futuro do HB20. Apesar da semelhança na nomenclatura utilizada globalmente pela marca sul-coreana, a estratégia da fabricante não prevê a substituição imediata do hatch nacional.
Produzido em Piracicaba (SP), o Hyundai i20 será o primeiro modelo totalmente novo da marca fabricado na unidade desde o lançamento do Creta, em 2016. Diferentemente do que muitos imaginavam, o novo veículo não ocupará o lugar do HB20, mas atuará em uma faixa superior dentro da gama da Hyundai.
Convivência entre os modelos
Segundo informações já antecipadas pela imprensa especializada, a Hyundai pretende manter HB20 e i20 convivendo no mercado brasileiro.
O nome i20 foi escolhido por se tratar de um projeto global da fabricante, seguindo a tradicional nomenclatura da marca, que utiliza os números para identificar o porte dos veículos. Modelos como i10, i20 e i30 fazem parte dessa estratégia adotada em diversos mercados.
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Na prática, o novo i20 terá um posicionamento diferente do HB20. Enquanto o hatch continuará atuando entre os compactos tradicionais, o novo modelo será vendido como um crossover.
Concorrentes definidos
A Hyundai pretende posicionar o i20 entre o HB20 e o Creta.
Com visual mais robusto, suspensão elevada e pneus de perfil voltado ao segmento, o modelo terá como principais concorrentes:
- Fiat Pulse;
- Volkswagen Tera;
- Renault Kardian.
Já o HB20 seguirá disputando mercado com modelos como:
- Chevrolet Onix;
- Volkswagen Polo;
- Fiat Argo.
Futuro do HB20 ainda não está definido
Os planos atuais da Hyundai indicam que os dois modelos deverão permanecer juntos nas concessionárias pelo menos até 2028.
A partir desse período, a fabricante poderá avaliar a continuidade do HB20. Caso o hatch saia de linha, o i20 poderá receber versões mais acessíveis para assumir também o papel de modelo de entrada da marca.
No entanto, a decisão dependerá diretamente do desempenho comercial dos dois veículos. Se ambos mantiverem boas vendas sem competir entre si, a Hyundai poderá prolongar a permanência do HB20 no mercado brasileiro.
Motores já conhecidos
O Hyundai i20 utilizará conjuntos mecânicos já presentes na linha nacional da fabricante.
As versões de entrada serão equipadas com o motor:
- 1.0 Kappa aspirado flex;
- até 80 cv de potência;
- 10,2 kgfm de torque;
- câmbio manual de cinco marchas;
- freios traseiros a tambor.
Nas versões mais completas, o crossover contará com:
- motor 1.0 TGDi turbo flex;
- 120 cv de potência;
- 17,5 kgfm de torque;
- câmbio automático de seis velocidades;
- freios traseiros a disco.
Existe ainda a possibilidade de a Hyundai recalibrar o motor turbo para cerca de 115 cv, visando enquadrar o modelo em uma faixa tributária mais vantajosa do IPI.
Dimensões maiores que as do HB20
O novo i20 terá porte superior ao do HB20.
As medidas estimadas apontam:
- cerca de 4,10 metros de comprimento;
- 2,58 metros de entre-eixos;
- aproximadamente 1,80 metro de largura;
- cerca de 1,50 metro de altura;
- porta-malas com 330 litros.
Como comparação, o HB20 oferece atualmente 2,53 metros de entre-eixos e 300 litros de capacidade no compartimento de bagagens.
Visual inspirado nos novos modelos da marca
Os primeiros teasers divulgados pela Hyundai revelam um design alinhado à nova identidade global da fabricante.
Entre os destaques estão:
- faróis de LED interligados;
- capô alongado;
- teto elevado;
- colunas em preto brilhante;
- linha de cintura ascendente;
- lanternas traseiras conectadas por barra luminosa.
A proposta é oferecer uma aparência mais moderna e robusta, reforçando o posicionamento de crossover urbano.
Equipamentos e tecnologias
O pacote tecnológico também será um dos principais diferenciais do novo modelo.
Entre os equipamentos já confirmados estão:
- pacote ADAS de assistência à condução;
- controle de cruzeiro adaptativo;
- faróis full LED;
- retrovisores com rebatimento elétrico;
- freios a disco nas quatro rodas nas versões superiores;
- rodas de 17 polegadas com pneus 205/50 R17.
Com essa estratégia, a Hyundai pretende ampliar sua presença no segmento dos crossovers compactos, um dos que mais crescem atualmente no mercado brasileiro.