A indústria brasileira de motocicletas fechou o primeiro semestre de 2026 com o melhor resultado para o período desde 2011. Entre janeiro e junho, as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 1.063.397 motocicletas, segundo dados da Abraciclo.
 
O volume representa um crescimento de 6,3% na comparação com os seis primeiros meses de 2025 e confirma o avanço do setor de duas rodas no mercado brasileiro.
 
O período também foi marcado por uma marca histórica. O Polo Industrial de Manaus atingiu 40 milhões de motocicletas produzidas, consolidando-se como um dos principais centros mundiais de fabricação de veículos de duas rodas.
 
Segundo a Abraciclo, o aumento da produção acompanha o crescimento da procura por motocicletas no mercado interno.
 
“O desempenho do primeiro semestre confirma o momento positivo da indústria de motocicletas. O aumento da produção acompanha a expansão da demanda no mercado interno e evidencia a eficiência das fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus em responder ao crescimento do setor”, afirmou Marcos Bento, presidente da entidade.
 
Produção recua em junho
 
Apesar do resultado positivo no semestre, junho terminou com queda na produção.
 
As fabricantes produziram 130.875 motocicletas no mês, retração de 15,1% na comparação com junho de 2025 e queda de 29,9% em relação a maio deste ano.
 
Segundo a Abraciclo, o recuo já era esperado por causa das férias coletivas programadas pelas fabricantes. O período é tradicionalmente utilizado para manutenção das linhas de montagem e melhorias nos processos industriais.
 
Street continua dominando a produção de motos
 
As motocicletas da categoria Street continuam liderando com ampla vantagem.
 
1º Street — 543.638 unidades e 51,1% da produção
 
As motos urbanas e utilitárias responderam por mais da metade de todas as motocicletas produzidas no Brasil durante o primeiro semestre.
 
2º Trail — participação de 20%
 
As motocicletas Trail aparecem na segunda posição e continuam ganhando espaço principalmente pela versatilidade para uso urbano e em estradas de condições variadas.
 
3º Motoneta — participação de 12,9%
 
As motonetas completam o grupo das três principais categorias produzidas no país.
 
Somadas, Street, Trail e Motoneta concentram a maior parte da fabricação nacional de motocicletas.
 
Motos de alta cilindrada crescem 37,2%
 
Apesar de ainda representarem uma parcela menor do mercado, as motocicletas de alta cilindrada foram as que mais cresceram no primeiro semestre.
 
A produção avançou 37,2% em relação ao mesmo período de 2025, chegando a 32.285 unidades.
 
As motos de alta cilindrada representam aproximadamente 3% da produção nacional.
 
Já as motocicletas de baixa cilindrada continuam dominando em números absolutos. Foram 831.213 unidades produzidas entre janeiro e junho, equivalentes a 78,2% do total.
 
As motos de média cilindrada aparecem na sequência, com 199.899 unidades fabricadas e participação de 18,8%.
 
Emplacamentos de motos batem recorde
 
O mercado interno também apresentou forte crescimento.
 
Nos primeiros seis meses de 2026, foram emplacadas 1.174.344 motocicletas no Brasil. O resultado é recorde para o período e representa avanço de 14,1% em relação ao primeiro semestre de 2025.
 
Somente em junho, 194.249 motocicletas foram licenciadas, crescimento de 8,3% na comparação anual.
 
Em relação a maio, porém, houve uma leve retração de 1,8%.
 
Considerando os 21 dias úteis de junho, o mercado brasileiro registrou uma média de 9.250 motocicletas emplacadas por dia.
 
Exportações avançam quase 30%
 
As vendas de motocicletas brasileiras para outros países também cresceram.
 
Entre janeiro e junho, foram exportadas 24.084 unidades, alta de 29,4% na comparação com o mesmo período de 2025.
 
Somente em junho, 4.990 motocicletas foram embarcadas para o exterior.
 
O número representa crescimento de 62,8% em relação a junho do ano passado e avanço de 19,7% na comparação com maio.
 
Com produção superior a 1 milhão de unidades, recorde nos emplacamentos e avanço das exportações, o primeiro semestre de 2026 confirma o forte momento vivido pelo mercado brasileiro de motocicletas.