A Toyota confirmou o encerramento das atividades de sua fábrica em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A unidade deixará de operar em 30 de junho, encerrando uma trajetória de quase três décadas de produção e marcando o fim de um importante capítulo da indústria automotiva brasileira.
 
A planta ficou conhecida por fabricar o Toyota Corolla, um dos sedãs mais vendidos do país, e empregava mais de 1,5 mil trabalhadores.
 
Produção será concentrada em Sorocaba
 
O fechamento faz parte do processo de reorganização industrial da Toyota no Brasil. A produção do Corolla Sedan está sendo transferida para o complexo industrial de Sorocaba, também localizado no interior paulista.
 
Segundo a fabricante, a centralização das operações busca aumentar a eficiência produtiva, otimizar processos e contribuir para as metas de sustentabilidade da empresa.
 
A mudança já havia sido anunciada pela montadora em 2024 e vem sendo implementada gradualmente ao longo dos últimos meses.
 
Investimentos continuam no Brasil
 
Apesar do encerramento das atividades em Indaiatuba, a Toyota afirma que seguirá ampliando sua presença industrial no país.
 
A empresa prevê a construção de uma nova unidade em Sorocaba, como parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado para o Brasil até 2030. O projeto contempla a produção de novos veículos e tecnologias, incluindo modelos eletrificados e híbridos.
 
Com a expansão do complexo industrial, Sorocaba passará a concentrar as principais operações da marca no mercado brasileiro.
 
Trabalhadores recebem opções de transferência
 
De acordo com a Toyota, a transferência da produção para Sorocaba já contribuiu para a criação de quase dois mil postos de trabalho. A empresa também ofereceu aos funcionários da unidade de Indaiatuba alternativas como transferência para a nova fábrica ou adesão voluntária a programas de desligamento.
 
Segundo a montadora, não haverá demissões em massa decorrentes do encerramento das atividades, já que a prioridade foi garantir alternativas aos colaboradores afetados pela mudança.
 
O presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, afirmou anteriormente que a estrutura de Sorocaba possui capacidade para absorver os trabalhadores interessados na transferência.
 
Acordo prevê estabilidade e indenizações
 
Quando o fechamento foi anunciado, trabalhadores e representantes sindicais realizaram mobilizações e negociações com a montadora para garantir condições de transição.
 
Segundo os sindicatos envolvidos, os acordos firmados estão sendo cumpridos pela empresa. Os funcionários que optaram pelo desligamento receberam indenizações equivalentes a até 45 salários.
 
Já aqueles que escolheram a transferência para Sorocaba tiveram garantida estabilidade no emprego até julho de 2029, além de benefícios financeiros relacionados à mudança ou aos deslocamentos necessários.
 
Representantes sindicais também destacam que a expansão da operação em Sorocaba poderá gerar milhares de empregos diretos e indiretos nos próximos anos, especialmente entre fornecedores e empresas ligadas ao setor automotivo.