As marcas chinesas ampliaram sua presença no mercado brasileiro de veículos em 2026. Dados acumulados até setembro apontam 402.619 automóveis e comerciais leves emplacados por fabricantes chinesas, o equivalente a 18,7% do total de 2,15 milhões de unidades registradas no país no período.
O resultado mostra como essas marcas deixaram de ocupar apenas um espaço de nicho e passaram a disputar consumidores em diferentes faixas de preço. A oferta de veículos elétricos e híbridos, combinada a pacotes de equipamentos e estratégias comerciais competitivas, contribui para o avanço.
BYD lidera entre as fabricantes chinesas
A BYD aparece na primeira posição, com 169.135 veículos emplacados até setembro. O volume representa mais de 40% do total atribuído às marcas chinesas consideradas no levantamento.
A fabricante tem modelos em diferentes segmentos, com destaque para o Dolphin Mini, um dos elétricos de entrada mais conhecidos do país, além da linha Song. No acumulado até setembro, o Dolphin Mini registrou 46.898 unidades no varejo, segundo os números apresentados na publicação original.
Na disputa pelas posições seguintes, a GWM somou 63.402 emplacamentos, enquanto a Caoa Chery alcançou 58.041. As duas fabricantes mantêm presença relevante principalmente com SUVs, incluindo modelos híbridos e a combustão.
Geely e Omoda Jaecoo ampliam a concorrência
A Geely registrou 37.804 unidades no acumulado, seguida pela Omoda Jaecoo, com 35.081. Os números indicam a expansão da concorrência entre as fabricantes chinesas, que já não depende apenas das marcas com maior tempo de operação no Brasil.
Outras empresas também aparecem no levantamento: GAC, com 11.413 unidades; Caoa Changan, com 7.400; Leapmotor, com 7.140; Jetour, com 6.512; Denza, com 3.259; MG, com 2.868; e Zeekr, com 564.
Modelos chineses avançam no varejo
A participação dessas fabricantes também chama atenção quando são consideradas as vendas no varejo, ou seja, as negociações destinadas ao consumidor final. Entre os dez modelos mais vendidos nesse canal no acumulado até setembro, quatro são chineses, conforme a tabela divulgada.
.png)
O BYD Dolphin Mini lidera a lista apresentada, seguido pelo Hyundai Creta e pela Fiat Strada. Outros três modelos chineses aparecem entre os dez primeiros: BYD Dolphin, GWM Haval H6 e Geely EX2.
Pós-venda será decisivo para manter o crescimento
Com o aumento da frota, as fabricantes chinesas enfrentam o desafio de ampliar a estrutura de concessionárias e oficinas, garantir disponibilidade de peças e oferecer assistência técnica consistente. Esses fatores influenciam diretamente a experiência do proprietário e podem afetar os custos de manutenção, o seguro e o valor de revenda.
A expansão das vendas também aumenta a importância da confiança do consumidor no atendimento após a compra. A capacidade de sustentar o crescimento da rede de serviços será um dos fatores relevantes para a continuidade da expansão dessas marcas no Brasil.
Os dados apresentados se referem ao mercado nacional e ao acumulado até setembro de 2026. Para avaliar a participação das fabricantes em Rondônia, é necessário consultar os emplacamentos específicos do estado.