Alunos da rede pública que dependem do transporte escolar na zona rural de Porto Velho ficaram sem frequentar as aulas por quase dez dias após problemas no abastecimento dos ônibus responsáveis pelas rotas escolares.
 
A situação atingiu principalmente estudantes do distrito de União Bandeirantes, onde diversas linhas deixaram de operar devido à falta de combustível nos veículos.
 
Problema gerou interrupção do transporte
 
Segundo denúncias debatidas durante sessão da Câmara Municipal de Porto Velho, realizada nesta segunda-feira (15), a paralisação não teria sido causada por falta de recursos públicos destinados ao serviço.
 
As informações apresentadas aos vereadores apontam que a Prefeitura de Porto Velho continua efetuando regularmente os pagamentos à empresa Prime, contratada emergencialmente para administrar o abastecimento da frota por meio de cartões corporativos.
 
Mesmo assim, os ônibus ficaram impossibilitados de operar, prejudicando centenas de estudantes que dependem do transporte para chegar às escolas.
 
Câmara cobra explicações
 
Apesar de informações apresentadas durante a sessão indicarem que o abastecimento em União Bandeirantes já havia sido normalizado, os vereadores decidiram aprofundar a apuração do caso para evitar que o problema volte a ocorrer.
 
Por unanimidade, os parlamentares aprovaram o Requerimento nº 033, convocando o secretário municipal de Educação, Giordani Lima, além dos servidores responsáveis pela fiscalização do contrato e representantes da empresa Prime.
 
A convocação tem como objetivo esclarecer os motivos que levaram à interrupção do serviço e identificar possíveis falhas na execução do contrato.
 
Objetivo é evitar novos prejuízos aos alunos
 
Os vereadores também querem entender por que o abastecimento foi interrompido mesmo com os pagamentos sendo realizados pela administração municipal.
 
Durante a audiência, deverão ser discutidas eventuais medidas administrativas e possíveis sanções que poderão ser aplicadas para evitar novos transtornos aos estudantes da zona rural.
 
A interrupção do transporte escolar gerou preocupação entre pais e responsáveis, especialmente pelo impacto direto na frequência dos alunos e no calendário letivo.
 
A reportagem informou que representantes da empresa Prime ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso até o fechamento das informações. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos e posicionamentos da empresa.