Viajar de carro costuma ser mais econômico em relação ao consumo de combustível do que enfrentar o trânsito urbano. No entanto, alguns hábitos ao volante podem fazer o veículo gastar muito mais do que o necessário, aumentando as despesas durante o percurso.
 
Com a gasolina custando, em média, R$ 6,49 por litro no levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) citado pela publicação, até pequenas mudanças na forma de dirigir podem fazer diferença no bolso. O Auto+ reuniu cinco erros comuns que prejudicam a eficiência do veículo nas estradas.
 
1. ACHAR QUE ANDAR MAIS RÁPIDO COMPENSA
 
Em uma rodovia livre, é comum o motorista aumentar a velocidade acreditando que chegará mais rápido ao destino sem comprometer tanto o consumo. Entretanto, quanto maior a velocidade, maior também é a resistência do ar contra a carroceria.
 
A 120 km/h, por exemplo, o motor precisa trabalhar mais para vencer essa resistência do que a 90 km/h. Isso significa que manter velocidades muito elevadas pode aumentar consideravelmente o consumo, mesmo em trajetos sem paradas frequentes.
 
2. VIAJAR COM OS PNEUS DESCalibrados
 
A calibragem dos pneus é outro cuidado que não pode ficar de fora antes de uma viagem. Quando estão com pressão abaixo da recomendada, os pneus sofrem maior deformação durante o contato com o asfalto, aumentando a resistência ao rolamento e exigindo mais esforço do motor.
 
Segundo estimativas do Departamento de Energia dos Estados Unidos citadas pela publicação, manter os pneus corretamente calibrados pode melhorar a eficiência do combustível em até 3%, dependendo das condições.
 
A recomendação é conferir a pressão com os pneus frios e seguir os valores indicados pelo fabricante. Também é importante observar a carga transportada, já que a calibragem pode variar conforme o número de ocupantes e a bagagem.
 
3. ACELERAR E FREAR O TEMPO TODO
 
Acelerar bruscamente para recuperar velocidade depois de cada frenagem é um hábito que aumenta o consumo. Isso acontece porque o motor precisa utilizar mais energia para acelerar novamente o veículo, enquanto parte da energia acumulada durante o movimento é desperdiçada no processo de frenagem.
 
Além de elevar o gasto de combustível, esse comportamento pode aumentar o desgaste dos freios. A condução mais suave, com acelerações progressivas e antecipação das situações do trânsito, ajuda a melhorar a eficiência.
 
4. LEVAR BAGAGEIRO NO TETO SEM NECESSIDADE
 
O bagageiro de teto pode ser útil quando o porta-malas não comporta toda a bagagem, mas também interfere na aerodinâmica do veículo.
 
Ao instalar uma caixa ou suporte volumoso sobre o carro, o fluxo de ar ao redor da carroceria é alterado, aumentando a resistência aerodinâmica. Em velocidades rodoviárias, esse efeito pode elevar o consumo entre 6% e 17%, dependendo do formato, das dimensões do acessório e da velocidade.
 
Se o equipamento não for necessário durante a viagem, retirá-lo pode ajudar a reduzir o gasto de combustível.
 
5. ACHAR QUE VIAJAR COM OS VIDROS ABERTOS É MAIS ECONÔMICO
 
A discussão entre utilizar o ar-condicionado ou viajar com os vidros abertos depende principalmente da velocidade do veículo.
 
Em trajetos urbanos e velocidades mais baixas, abrir os vidros pode ser uma alternativa para evitar o funcionamento do compressor do ar-condicionado. Nas rodovias, porém, a situação muda: com os vidros abertos, o ar entra na cabine e aumenta a resistência aerodinâmica.
 
Por isso, em velocidades mais elevadas, utilizar o ar-condicionado com os vidros fechados costuma ser uma alternativa mais eficiente do que viajar com as janelas completamente abertas.
 
PEQUENOS CUIDADOS FAZEM DIFERENÇA
 
Além desses cinco hábitos, manter a manutenção do veículo em dia e retirar objetos desnecessários do porta-malas também contribui para melhorar o consumo.
 
Antes de pegar a estrada, vale conferir os pneus, evitar excesso de bagagem e planejar uma condução mais constante. São cuidados simples que ajudam a preservar o veículo e podem reduzir as despesas com combustível ao longo da viagem.